Duas coisas me motivam: a vida- a mais bela manifestação da natureza e a arte- a mais bela manifestação da vida, uma terceira me intriga "o maravilhoso mistério da existência" e como disse Albert Einstein: A mais bela experiência que podemos ter é a do mistério. É a emoção fundamental existente na origem da verdadeira arte e ciência.
"Igualmente na experiência artística, o ser sensível às manifestações da natureza pode experienciar um estado de fusão e contemplamento da vida. Na arte, frequentemente o discurso, a linguagem da obra é superior ao próprio produto, e na ciência, o discurso é sempre inferior à complexidade e grandiosidade dos fenômenos. A abstração pode ser mais verídica do que a própria razão, porque esta, encontra-se amarrada aos nossos sentidos e a abstração não tem ataduras nem limitações" Jesiani Rigon
e-mail: jesyanii@yahoo.com.br
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segunda-feira, 25 de novembro de 2013
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Pranchas (Phoradendron Nutt.)
Eichler. A) ramo, B) inflorescência e C) infrutescência (J.
P. berteroanum (G. Hatschbach 19209 MBM).
![]() |
Phoradendron bathyoryctum
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Rigon 14 UPCB). D) inflorescência de
Phoradendron berteroanum (DC.) Grisebach e E) ramo de
Phoradendron chrysocladon
A. Gray, F) Infrutescência de P. crysocladon (Hatschbach 19209MBM) e G) ramo de
P. berteroanum (G. Hatschbach 19209 MBM).
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Recriando a perspectiva (inspiração Edvard Munch)
Tinta
Em segundos a tinta goteja no tempoTempo não este,
No espaço profundo de uma tela plana
Espaço além,
Linhas se entrelaçam fecundas
Linhas, pontos, curvas
Se enamoram e vindam
No espaço profundo do mundo
Como queria ser luz da tinta!
Escuro céu que se pinta!
Cores que não são vistas!
Luz e tinta, tinta e escuro
Tinta não existe no escuro
Não vive sem luz
Mas lá está, dormindo
Parte do teu mundo
Profundo, escuro...
sábado, 26 de novembro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
A originalidade
Collage
Colagem de recortes de revista sobre disco de vinil e intervenção com tinta.
E se congelar o vento,
nuvens de pensamentos se moverão
porque nem por régua infinita,
se medirá a imaginação
A realidade, orgulho da razão,
não é senão mentira,
engana a mente, não o coração.
De sonhos, dádivas da vida
começa a realidade,
só sei que na invenção
há um sopro genuíno de verdade.
Jesiani Rigon
A arte é um convite ao descobrimento, não de fenômenos, nem espíritos maquinados, mas do prazer de revelar a si próprio.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
O rumo da ciência
Fecundas são as utopias infantis,
desconhecem o mundo
e o domina em seus sonhos e pensamentos
tudo pode, tudo têm-se e tudo acontece,
mesmo imaginariamente.
Mas e quando cresce?
a sensibilidade de criança enrigece
e ao pé da letra,
sem som, sem cor, sem amor
sem a verdade de existir,
sem a resposta.
A graça distancia-se
e os dias são vividos para o amanhã
Quem dera ter eternamente nove anos
em alma e espírito,
a filosofia perpétua sabiamente modesta,
que se aprofunda em olhos
que procuram desde cedo
a essência das coisas
na sua mais plena simplicidade de ser.
Jesiani Rigon
(Poema aos nove anos)
As crianças são dotadas de receptividade, curiosas e empolgadas com tudo o que pode parecer ínfimo. Todos fomos um dia assim, mais imaginativos, criativos e sensíveis. Desenvolvemos primordialmente nossa inteligência intuitiva e durante o processo de formação é priorizado o lado racional "inteligente" e nesse processo há um empobrecimento no plano sensível.
A própria razão pode soar como algo elevado e humano. De fato, somos por natureza contraditórios, e o termo animal que usualmente é associado a irracionalidade e ausência de sentimentos, vem do latim e significa "um ser que tem alma".
Nos foi embutido fortemente uma visão mecanicista do mundo. Isso começou dentro da própria ciência com Newton, e na filosofia com Descartes. Ou seja, a idéia que o mundo funcionasse dentro da precisão matemática, foi de certa forma um combate ao tão pouco sólido mundo místico.
A própria razão pode soar como algo elevado e humano. De fato, somos por natureza contraditórios, e o termo animal que usualmente é associado a irracionalidade e ausência de sentimentos, vem do latim e significa "um ser que tem alma".
Nos foi embutido fortemente uma visão mecanicista do mundo. Isso começou dentro da própria ciência com Newton, e na filosofia com Descartes. Ou seja, a idéia que o mundo funcionasse dentro da precisão matemática, foi de certa forma um combate ao tão pouco sólido mundo místico.
Um problema que existe na ciência, é que para ela se firmar precisa negar ou ignorar certos fenômenos, as vezes difíceis de serem observados ou comprovados. O método científico se aproxima, mas não revela toda a verdade. Que nos dá uma incrível compreensão do mundo é inquestionável, porque é capaz de dar solidez aos fatos, mas afirmar que tudo o que existe é mero acaso e apenas produto de leis da física e da química pode ser um tanto "irracional".
Alguns cientistas vem nos trazendo novos conhecimentos estabelecendo uma nova visão da ciência e, consequentemente, do ser humano. São eles, Fritjof Capra e Amit Goswami no âmbito da física e Rupert Sheldrake na biologia, nos trazendo idéias e evidências como por exemplo, que nossa consciência não está no nosso cérebro, que existe comunicação não local e não temporal. Muitos já tiveram alguma experiência intuitiva, telepática, como explicar isso? somente pensando nas teorias de Einstein isso pode fazer sentido. A intuição por e não é um fato que se antecipa ao tempo?
Talvez um dia, avancemos tanto, que voltaremos a ver anjos, como disse ver William Blake, e como singelas crianças, enxergaremos cada coisa, como digna de própria grandeza, apenas pelo fato de ser.
Jesiani Rigon
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