"Igualmente na experiência artística, o ser sensível às manifestações da natureza pode experienciar um estado de fusão e contemplamento da vida. Na arte, frequentemente o discurso, a linguagem da obra é superior ao próprio produto, e na ciência, o discurso é sempre inferior à complexidade e grandiosidade dos fenômenos. A abstração pode ser mais verídica do que a própria razão, porque esta, encontra-se amarrada aos nossos sentidos e a abstração não tem ataduras nem limitações" Jesiani Rigon

e-mail: jesyanii@yahoo.com.br














segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Pranchas (Phoradendron Nutt.)


Phoradendron bathyoryctum
Eichler. A) ramo, B) inflorescência e C) infrutescência (J.
Rigon 14 UPCB). D) inflorescência de
Phoradendron berteroanum (DC.) Grisebach e E) ramo de
Phoradendron chrysocladon
A. Gray, F) Infrutescência de P. crysocladon (Hatschbach 19209MBM) e G) ramo de
P. berteroanum (G. Hatschbach 19209 MBM).

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Recriando a perspectiva (inspiração Edvard Munch)


Tinta
Em segundos a tinta goteja no tempo
Tempo não este,
No espaço profundo de uma tela plana
Espaço além,
Linhas se entrelaçam fecundas
Linhas, pontos, curvas
Se enamoram e vindam
No espaço profundo do mundo

Como queria ser luz da tinta!
Escuro céu que se pinta!
Cores que não são vistas!
Luz e tinta, tinta e escuro
Tinta não existe no escuro
Não vive sem luz
Mas lá está, dormindo
Parte do teu mundo
Profundo, escuro...

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A originalidade

Collage
Colagem de recortes de revista sobre disco de vinil e intervenção com tinta.


E se congelar o vento,
nuvens de pensamentos se moverão
porque nem por régua infinita,
se medirá a imaginação

A realidade, orgulho da razão,
não é senão mentira,
engana a mente, não o coração.

De sonhos, dádivas da vida
começa a realidade,
só sei que na invenção
há um sopro genuíno de verdade.

Jesiani Rigon

 A arte é um convite ao descobrimento, não de fenômenos, nem espíritos maquinados, mas do prazer de revelar a si próprio.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O rumo da ciência

       Fecundas são as utopias infantis,
 desconhecem o  mundo
e o domina em seus sonhos e pensamentos
tudo pode, tudo têm-se e tudo acontece,
mesmo imaginariamente.
 Mas e quando  cresce?
a sensibilidade de criança enrigece
e ao pé da letra,
sem som, sem cor, sem amor
sem a verdade de existir,
sem a resposta.
A graça distancia-se
e os dias são vividos para o amanhã
Quem dera ter eternamente nove anos
 em alma e espírito,
 a filosofia perpétua sabiamente modesta, 
que se aprofunda em olhos
que procuram desde cedo
a essência das coisas
 na sua mais plena simplicidade de ser.

Jesiani Rigon
 (Poema aos nove anos)

             As crianças são dotadas de receptividade, curiosas e empolgadas com tudo o que pode parecer ínfimo. Todos fomos um dia assim, mais imaginativos, criativos e sensíveis. Desenvolvemos primordialmente nossa inteligência intuitiva e durante o processo de formação é priorizado o lado racional "inteligente" e nesse processo há um empobrecimento no plano sensível.
             A própria razão pode soar como algo elevado e humano. De fato,  somos por natureza contraditórios, e o termo animal que usualmente é associado a  irracionalidade e ausência de sentimentos, vem do latim e significa "um ser que tem alma". 
            Nos foi embutido fortemente uma visão mecanicista do mundo. Isso começou dentro da própria ciência com Newton, e na filosofia com Descartes. Ou seja, a idéia que o mundo funcionasse dentro da precisão matemática, foi de certa forma um combate ao tão pouco sólido mundo místico.
             Um problema que existe na ciência, é que para ela se firmar precisa negar ou ignorar certos fenômenos, as vezes difíceis de serem observados ou comprovados. O método científico se aproxima, mas não revela toda a verdade. Que nos dá uma incrível compreensão do mundo é inquestionável, porque é capaz de dar solidez aos fatos, mas afirmar que tudo o que existe é mero acaso e apenas produto de leis da física e da química pode ser um tanto "irracional".
             Alguns cientistas vem nos trazendo novos conhecimentos estabelecendo uma nova visão da ciência e, consequentemente, do ser humano. São eles, Fritjof Capra e  Amit Goswami no âmbito da física e Rupert Sheldrake na biologia, nos trazendo idéias e evidências como por exemplo, que nossa consciência não está no nosso cérebro, que existe comunicação não local e não temporal. Muitos já tiveram alguma experiência intuitiva, telepática, como explicar isso? somente pensando nas teorias de Einstein isso pode fazer sentido. A intuição por e não é um fato que se antecipa ao tempo?
           Talvez um dia, avancemos tanto, que voltaremos a ver anjos, como disse ver William Blake, e como singelas crianças, enxergaremos cada coisa, como digna de própria grandeza, apenas pelo fato de ser.

Jesiani Rigon